terça-feira, 20 de outubro de 2015

UM BOM CAFÉ


Tomo um Bom Café para reanimar e lembro de minha mãe 
que sempre falava isso: que o café  a reanimava.
Bom Café. Delícia. Minha família gosta muito de um Bom Café
Desde criança, quando passava muito tempo
 na casa de minha querida tia Nelci,
 uma casa cheia de crianças e alegria,
 ouvia ela dizendo no meio da tarde:

 " Agora vou fazer um bom café". 

Aquilo era um ritual para Everli menina,
 a mesa arrumada com capricho, 
o cheiro gostoso do café sendo passado na hora.
 A mesa cheia de gente, cheia de amor,
 repleta de ternura de uma tia-mãe 
para oferecer o melhor para nós:  eu, seus sete filhos:
 Afonso, Frederico, Jussara, Tânia, Daniel, Sílvio e Rodolfo
 e quem mais estivesse presente.


Na casa de minha Oma ninguém vai embora
 sem tomar um Bom Café.
 Minhas tias queridas, também são fãs dele e eu, é claro,
 tinha que seguir essa tradição. 

Este é o Bom Café em minha casa com pessoas muito queridas: 
Vivian, minha filha, minha madrinha Edela,
 minha mãe, tia Nelci, eu e a Oma na foto.


Minha mãe, quando vinha me visitar,
 queria sempre que eu a levasse no shopping 
para tomar um café expresso, 
visitar a livraria Curitiba e comprar presentes para os netos.


E chegava no meio da tarde, minha mãe aqui em casa, 
já começava a se agitar para passar um café. 
Começava um ritual de encher a chaleira de água, 
colocar o pó no coador e enquanto a água não fervia, 
arrumava a mesa com capricho: xícaras, pires e pratinho.
 Garfinho colher e faca. Amor, ternura e carinho. 
Pão, manteiga e geleia. Cuca de banana e bolo formigueiro. 
Sorrisos, paz e encanto. Queijo, linguiça e nata, 
Mel, melado e chimia. Afeto, doçura e esperança.

Assim é o Bom Café de nossas vidas: 
cheio de gostosuras e bons sentimentos.

Everli Unterstell






domingo, 18 de outubro de 2015

ME ILUMINA

 Antes de dormir, Felipe meu neto de três anos, faz duas orações:

 Meu Anjinho
 Meu bom Amiguinho 
Me leve sempre 
Para o bom caminho




Também reza a oração do Anjo da Guarda:






Eis que numa noite, fazendo as orações com sua mamãe ele pega um brinquedo que acende a luz e no final da oração, na parte que diz me rege, me guarde, me ilumine... Ele  diz: 

"Hoje pode deixar que eu ilumino." 
E acende a luzinha de seu brinquedo.



Lindo...soubesse que ele sempre ilumina nossas vidas
 e nem precisa de luz de brinquedo nenhum, pois
ele tem muita luz em seu coração de criança.



                                                                                                                                    Everli Unterstell





segunda-feira, 12 de outubro de 2015

A Prima VERA

Quando chega a estação do ano mais florida e perfumada, lembro de minha mãe Vera que gostava tanto de flores e sempre tinha algo florido, no jardim das muitas casas que moramos. Ela conhecia o nome de tantas flores...

 Ficava pensando, quando ainda era criança. que deveria ser muito engraçado, pra as primas da minha mãe, ter uma prima Vera. Bobicinhas de criança.
 Eu achava o máximo, ter uma mãe que cultivava flores e tinha parte da PRIMAVERA em seu nome.


 Um dos jardins que mais me lembro é da casa de Chopinzinho no Paraná. 
Na entrada do portão até a entrada da varanda, junto a cerca, haviam muitas margaridas que eu amava brincar de bem me quer e mal me quer. Elas atraíam borboletas coloridas e abelhas também.


Embaixo da janela da sala, ao lado da varanda, haviam violetas que tinham folhas verdes e lisas.
Eram as violetas de cheiro, que minha mãe colhia as folhas e, quando tínhamos tosse, colocava em uma xícara com água e jogava uma brasa incandescente que tirava do fogão a lenha. Tomávamos esse chá como se fosse uma poção mágica. Lembro bem do gosto doce de flor com madeira queimada.
 Carinho e cuidado de mãe, benzedura, crendice e muita fé e esperança que parássemos de tossir. Descobri que esse tipo de violeta tem poderes terapêuticos mesmo, pesquisando na net.


Outra flor que tínhamos em quantidade, era a Maria-sem-Vergonha. Conhecíamos como beijinho e eram de várias cores espalhadas por todo lado. 
Eu ficava procurando as bolsinhas de sementes e catava as mais gordinhas. Quando as mãos estavam cheia delas, apertava as bolsinhas para ver aquela profusão de sementes caindo enquanto, as bolsinhas viravam pequenos caracóis.
 Essas flores enfeitavam nossos bolos de barro e colocávamos as pétalas nas unhas imitando esmalte.


Também tinham as azedinhas ou trevinho que arrancávamos para ficar mastigando e sentindo o suquinho doce e azedo.



Essas eram as flores que marcaram minha infância. Todas simples, coloridas, perfumadas, saborosas, curativas e lindas. Traziam ao nossos dias o colorido e alegre tempo em que as flores não serviam somente como enfeite mas, ajudavam a curar e entravam nas brincadeiras também.

Everli Unterstell





DIA DAS CRIANÇAS

O Direito das Crianças

Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.
Ruth Rocha

E hoje é dia delas: de nossas crianças. Tão bom ter crianças por perto. Aprendemos tanto com elas. Nosso mundo fica mais colorido e bonito. Elas nos rejuvenescem, nos dão força, fazem com que a gente se humanize e fique atento aos pequenos detalhes da vida. Elas nos fazem lembrar que existe o mundo da fantasia e que precisamos brincar mesmo depois de adultos. Por causa delas damos gargalhadas gostosas,  brincamos de casinha e de super heróis, nos transformamos em seres incríveis e voltamos a ser crianças também.

                                                                             Everli Unterstell



terça-feira, 6 de outubro de 2015

LAÇADAS DE AMOR

Minha Oma é uma pessoa incrível e, dia 6 de outubro de 2015 fez 93 anos. Há dois meses eu estava na casa de meu  filho em São José dos Pinhais e escrevi  este texto: 





LAÇADAS DE AMOR

Vejo a colcha de crochê que a minha vó, minha querida Oma, fez para minha neta Isabela.
Que coisa mais linda ter uma vó crocheteira. Minha neta tem um ano e meio e esta colcha minha Oma fez para ela com 91 anos. 
Minha Oma fez uma colcha de crochê para as filhas, para as netas,para as bisnetas e para a tataraneta Isabela. Não sei nem explicar com palavras o sentido desse fazer tão lindo de  minha vó  crocheteira. Nunca contei mas acho que deve ter feito quase vinte colchas para presentear suas  descendentes mulheres.
Quanto tempo será que ela levou para fazer cada colcha de crochê? Quantas voltas a agulha dá  no fio e enlaça-o passa por dentro e puxa de volta? 
Quantas horas minha Oma dedicou para cada uma de nós, mulheres da família, fazendo nossas  colchas de crochê? 
Com certeza, enquanto crocheteava, seus pensamentos de amor e carinho para  cada uma de nós  acompanhavam as laçadas. Cada laçada no fio nos enredando no seu amor e carinho.        Cada pedaço  de colcha pronto era uma vitória que alcançou em sua longa vida criando os filhos  com tanta luta,  ajudando a cuidar dos netos ( tive esse privilégio de ser cuidada pela Oma quando era criança e  minha mãe precisava estudar e trabalhar). Quanto amor minha Oma espalhou por aí... 
A colcha de crochê de minha mãe era branca, e agora está com minha filha Vivian que cuida  dela com todo carinho. A minha e a da minha neta Isabela são cor de rosa e da minha  filha é  amarela. 
Tem um arco-íris de colchas de crochê espalhadas por aí. 
Ah minha Oma querida! 
   Que vó fantástica que eu tenho.          Nos enredou, mulheres da   família com  seu amor e suas colchas de crochê.

                                                                                                   Everli Unterstell