Momentos tão especiais que acontecem sem esperar... Voltando para casa, senta ao meu lado, no ônibus, uma senhora conversadeira. Em menos de uma hora descubro lindas histórias de uma pessoa muito espiritualizada. Conheço sua infância, sua mocidade, seu trabalho, sua luta. Descubro que que quando criança, há mais de cinquenta anos, ela pescava num rio que passava perto de onde eu moro. Cadê o rio? Quase secou e o que sobrou canalizaram. Me fala de Deus, da vida. Casou acreditando na cegonha, com apenas quinze anos e com um rapaz escolhido pelos pais desde seus nove anos. Reclama que falta repeito entre as pessoas. Que não se valoriza mais nada. Quando criança seu lápis tinha que durar até a metade do ano, então ela cuidava para não quebrar a ponta. Quebrar a ponta do lápis era motivo até de uns petelecos. Então se cuidava das coisas. As coisas todas tinham muito valor. As pessoas tinham mais valor.
Tanto se evoluiu e tanto temos para resgatar. Gratidão por este encontro

